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Caso Henay Amorim: veja o que a investigação confirmou e descartou sobre morte e o acidente causado para esconder o crime

Polícia divulga vídeos que mostram cronologia das agressões até a morte de Henay Amorim A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a m...

Caso Henay Amorim: veja o que a investigação confirmou e descartou sobre morte e o acidente causado para esconder o crime
Caso Henay Amorim: veja o que a investigação confirmou e descartou sobre morte e o acidente causado para esconder o crime (Foto: Reprodução)

Polícia divulga vídeos que mostram cronologia das agressões até a morte de Henay Amorim A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Henay Amorim e confirmou que a mulher foi vítima de feminicídio cometido pelo companheiro, Alison de Araújo, que tentou simular um acidente de trânsito na MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, para ocultar o crime. Veja no vídeo acima a ordem cronológica do crime. Segundo a investigação, Henay foi morta dentro do apartamento onde morava com Alison, em Belo Horizonte. O homem também apagou imagens de câmeras internas, adulterou a cena do crime e fez pesquisas na internet após o assassinato. As conclusões foram apresentadas pela polícia nesta sexta-feira (23) e desmontam a versão inicial de acidente na MG-050. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp Alison e Henay viviam um relacionamento conturbado e violento, segundo polícia Redes sociais/reprodução Principais pontos confirmados pela polícia no caso Henay Amorim Morta dentro do apartamento A Polícia Civil concluiu, após análise de imagens e perícias, que Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, foi assassinada por asfixia pelo companheiro, Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, na noite de 13 de dezembro, no apartamento onde o casal vivia, no Bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte. Histórico de agressões e tentativa de eliminar provas Imagens recuperadas pela perícia mostram que meses antes do crime, Alison agrediu Henay dentro do apartamento, inclusive com socos. Em um desses episódios, Henay chegou a filmar o companheiro, que tentou retirar o cartão de memória da câmera para apagar provas. Motivação e premeditação A investigação apontou que o crime teve elementos de planejamento e tentativa de encobrimento. Após matar Henay, Alison pesquisou na internet termos sobre acidentes de trânsito e aspectos de medicina legal e jurisprudência. Para a polícia, a pesquisa era para justificar a versão de morte acidental. Tentativa de ocultar imagens e adulterar cenas O investigado desligou a câmera interna do apartamento logo após o crime e ainda tentou apagar vestígios de sangue no local antes de colocar o corpo da vítima no carro. A perícia, porém, encontrou sangue da vítima mesmo após a tentativa. Simulação de acidente para ocultar o feminicídio Em 14 de dezembro, Alison posicionou o corpo de Henay no banco do motorista e conduziu o veículo mesmo sentado no banco do passageiro para simular um acidente na MG-050, em Itaúna. Câmeras de um pedágio registraram a cena atípica, com Henay imóvel no banco do motorista e Alison manobrando a direção, o que chamou atenção da polícia. Henay já estava morta antes da colisão Exames periciais e laudos indicaram que Henay já estava morta e com sinais de asfixia antes da colisão com um micro-ônibus, desmontando a versão inicial de acidente de trânsito. Prisões e indiciamentos Alison foi preso durante o velório de Henay, em Divinópolis, no dia 15 de dezembro, após a polícia reunir indícios suficientes para prisão em flagrante por feminicídio e fraude processual. Ele foi indiciado por feminicídio qualificado, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e fraude processual por simular o acidente e adulterar a cena do crime. O que a polícia descartou ou não encontrou indícios Morte ocorreu por acidente de trânsito A polícia descartou a tese de que Henay morreu em um acidente na rodovia. A investigação mostrou que a colisão foi forjada para encobrir o crime, e a vítima já estava morta antes de o carro bater no micro-ônibus. Evento isolado sem contexto anterior A hipótese de que não existia histórico de violência doméstica no relacionamento foi descartada, uma vez que há registros de agressões anteriores e tentativa de apagar provas dessas agressões. Veja abaixo a ordem cronológica do crime: Vídeo revela que motorista estava desacordada antes de sofrer acidente na MG-050 17 de agosto 1h25 – Câmeras instaladas dentro do apartamento do casal registraram Alison agredindo Henay com diversos socos, enquanto a vítima estava sentada no sofá. 13 de dezembro 14h39 – Imagens da câmera interna do apartamento mostraram Henay e Alison deitados em um colchão na sala, o que levou a polícia a concluir que, na véspera do crime, o investigado ainda mantinha a câmera instalada no cômodo. 20h44 – Uma câmera do condomínio registrou o último momento de Henay com vida. O casal chegou ao prédio e a vítima acenou para amigos que estavam no local. 14 de dezembro – dia do crime 4h49 – Câmeras de monitoramento mostraram o investigado arrastando o corpo de Henay até o carro. Nas imagens, foi possível ver a mão da vítima. 5h04 – O investigado alterou o local do crime, arrastando o colchão utilizado até a garagem do prédio. Segundo a polícia, a ação teve como objetivo adulterar a cena para eliminar provas. 5h10 – O investigado deixou o prédio dirigindo o veículo do banco do passageiro, enquanto Henay estava no banco do motorista. 5h56 – O veículo passou pelo pedágio na MG-050, em Itaúna. A vítima apareceu imóvel no banco do passageiro, enquanto o investigado dirigia. 6h15 – O investigado jogou o carro contra um micro-ônibus, com a intenção de provocar um acidente e acobertar a morte de Henay. 15 de dezembro 7h50 – O investigado foi preso pela Polícia Civil enquanto participava do velório da vítima. Os policiais constataram que ele apresentava arranhões nos braços, o que reforçou a suspeita de que Henay tentou se defender, indicando possível luta. LEIA TAMBÉM: Carro invade contramão e motorista morre após batida com micro-ônibus Empresário confessa à polícia que matou a namorada e simulou acidente De acidente a investigação de feminicídio: entenda a cronologia do caso Henay Amorim Henay Rosa Gonçalves Amorim foi morta pelo namorado que simulou acidente para esconder o crime em Itaúna PMRv/Divulgação Infográfico - Caso Henay Amorim Arte g1 VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas